Ataque a ponte da Crimeia criou necessidade de “vingança”, diz governador
Aksyonov indicou que a “situação é manejável”, apesar de ser “desagradável”.
“Éclaro que as emoções foram desencadeadas e há um desejo saudável de procurar vingança”, foi assim que o governador da Crimeia, Sergei Aksyonov, reagiu ao ataque, este sábado, na ponte Kerch.
Em declarações aos jornalistas, Aksyonov indicou que a “situação é manejável”, apesar de ser “desagradável”.
O governador afirmou que a explosão na ponte “não é fatal” e resolver-se-á, ainda que tenha espoletado o “desejo saudável” de vingança.
A ponte com dois tabuleiros, um ferroviário com mais de 18 quilómetros e outro rodoviário com 16 quilómetros, liga a anexada Crimeia à Rússia. A explosão danificou-a, no entanto, as autoridades russas já restabeleceram a circulação rodoviária em duas vias, ainda que os veículos mais pesados tenham de circular em ‘ferrys’.
O golpe afetou essencialmente a logística russa, mas também é simbólico visto que representa a anexação da península por Moscovo, em 2014.
O próprio presidente russo, Vladimir Putin, presidiu a inauguração da ponte que se tornou a mais longa da Europa, em 2018.
Até ao momento ainda ninguém reivindicou o ataque, apesar de a Rússia acusar a Ucrânia da explosão classificando-a de “terrorismo”.
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